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Sobrevivente do holocausto que sobreveio com a
Revolução Cultural da China, quando o líder Mao-Tse-Tung ordenou a morte
de todos os cães que não tivessem uma função prática, o Sharpei escapou
dessa triste sina por exercer importante papel no campo – destacava-se
na caça, na guarda e no pastoreio. Mesmo assim, a raça foi praticamente
extinta a ponto de figurar, em 1974, no livro dos recordes, como o cão
mais raro do mundo. Foi preciso o trabalho abnegado de criadores de
Sharpeis de Hong-Kong para que a raça não se extinguisse de vez, doando
a Sharpeis para o Ocidente a todos os criadores que se propusessem a
adotar e difundir a raça. Foi a salvação. E também a transformação.
Quando os primeiros exemplares chegaram aos Estados Unidos já tinham
perdido muito do toque original distantes de suas características mais
puras - a estatura era menor que a original e as rugas abundantes,
conseqüência da miscigenação que sofreram com outras raças.
O
Sharpei veio mesmo para ficar.
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